Registro de Leônidas Lakota
Elemento Primário: Sangue
Porte: Médio
Sentidos: Cego (Identificam pela corrente de ar, percepção básica.)
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, perfurações e impactos)
Fraqueza: Morte
Físico: Moderadamente ágil, forte e resistente; Basicamente atento; Terrivelmente burro.
Movimentação padrão humanoide.
Padrão de Ameaça: Prefere optar por usar as garras do que abocanhar o alvo.
Dedicatória:
"Durante investigação recente, deparei-me com o fenômeno que chamam de "Zumbis de Sangue", entidades deformadas nascidas da corrupção extrema de cadáveres deixados em condições de sofrimento brutal. Esses horrores não são apenas carne reanimada; eles são um reflexo vivo do tormento que os originou.
O processo começa quando a entidade de Sangue encontra cadáveres abandonados. O corpo, outrora humano, se torna um veículo para o invasor. A transformação é... perturbadora. A pele se liquefaz, assumindo uma textura viscosa e vermelho rubi. Ossos desaparecem, substituídos por um amálgama de carne pulsante. Os olhos são destruídos, os dentes se alongam em fileiras pontiagudas, e unhas tornam-se garras afiadas como lâminas. O tempo dessa metamorfose é irregular, influenciado pela condição do corpo e pelo ambiente. Em alguns casos, já testemunhei criaturas incompletas – mais frágeis, mas não menos mortais.
Curiosamente, esses zumbis são cegos. Sua pele, porém, é tão hipersensível que eles detectam presenças pelas mínimas correntes de ar. Movimentos bruscos ou sons agudos os levam a atacar com a fúria de animais descontrolados. É como se a própria dor que sentem ao existir guiasse suas ações. Não há estratégia, nem traço de pensamento racional. Eles são pura violência, consumidos por um frenesi insaciável de carne.
Ao enfrentá-los, percebi que o elemento Sangue é dominante em sua composição. Isso os torna vulneráveis a habilidades que manipulam fluxo vital ou interrompem processos corruptores. No entanto, a força bruta não pode ser subestimada. Qualquer tentativa de combate exige precisão, planejamento e uma profunda compreensão da entidade que enfrentamos.
Zumbis de Sangue são um lembrete de que, neste trabalho, o limite entre o mundo humano e o sobrenatural é perigosamente tênue. Cada passo em falso é uma porta aberta para horrores que poucos conseguem imaginar. Mas o conhecimento, por mais terrível que seja, é nossa maior arma. E se eu sobrevivi para escrever isto, é porque escolhi usá-lo."
Que o Sangue nos guie – mas jamais nos consuma.
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