sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Relato de Campo: Carniçal Preto da Morte

Registro de Leônidas Lakota

Elemento Primário: Morte
Elemento Secundário: Conhecimento
Porte: Médio
Sentidos: Muito Aguçados.
Resistência: Apresenta resistência corporal à cortes, impactos e perfurações. Balas não afetam.
Fraqueza: Energia
Físico: Extremamente ágil e forte; Incrivelmente inteligente e resistente.
            Movimentação mais rápida que a humanoide.

Padrão de Ameaça: Seu padrão é complexo e estratégico, quase como se estivesse brincando com os alvos. Ele hipnotiza os alvos e faz eles fazerem tudo que os ordena. Drenando sua capacidade mental. E além de suas pancadas extremamente fortes, consegue reanimar os corpos mortos ao redor. Extremo cuidado, não tenho informação o suficiente.

Dedicatória:
Há criaturas que se movem por instinto. Outras, por fome. E então existem aquelas que se comportam como se tivessem um propósito—mas que ninguém entende. O Carniçal Preto da Morte se encaixa nessa última categoria.
Essa coisa não é apenas um cadáver reanimado. Ela é um erro, um experimento fracassado de trazer consciência à entidade da Morte dentro da Realidade. Seu corpo é formado por Lodo negro entrelaçado a um crânio humano deteriorado, replicando de forma imprecisa a anatomia muscular humana. Mas não é sua aparência o que incomoda. É a maneira como ele se move.
Não é como um monstro irracional. Ele caminha com propósito. Não corre, não hesita. Seus passos são calculados, e sua presença emana uma arrogância quase palpável, como se qualquer um que se colocasse diante dele fosse indigno de sua atenção. Seu nível de consciência é desconhecido, mas seu comportamento dá a entender que ele pensa. Que ele decide.

Nós o encontramos recentemente no ano de 2019, durante uma investigação na vila abandonada de uma ilha esquecida.

A vila ficava no noroeste da ilha, perto da floresta e longe da costa. Desde os eventos da Operação Prato em 1978, ninguém ousava se aproximar. Os poucos agentes que tentaram sempre voltavam apenas com relatos de fenômenos paranormais de baixa intensidade. Mas não sabíamos que havia algo maior. Fomos inocentemente, fazendo uma missão simples...
Assim que pisamos na vila, sentimos. Aquele pressentimento horrível.
Os corpos estavam espalhados entre as casas, secos, consumidos pelo tempo e pelo que quer que estivesse à espreita. A maior parte deles já estava decomposta, mas as marcas no solo indicavam que algumas dessas carcaças haviam sido mexidas recentemente. E então, vimos o que estava por trás disso.
Sobre um dos cadáveres, ele estava lá.
O Carniçal Preto da Morte estava agachado, imóvel, como se esperasse nossa chegada. Alto, esguio, mas com músculos tensionados como se seu corpo tivesse sido esculpido para violência. Um crânio parcialmente apodrecido repousava em sua cabeça, enquanto todo o resto de seu corpo era coberto por um Lodo negro viscoso, denso e pulsante.
Ele ergueu a cabeça lentamente, e naquele instante, os cadáveres ao nosso redor se mexeram.
O Carniçal não avançou. Ele nem precisou.
EU LEMBRO ATÉ HOJE...
Os mortos se levantaram, mas não como zumbis irracionais. Eram Esqueletos de Lodo. Muitos. Quatro vezes mais do que havia ali antes. O exército dele.
Não houve tempo para estratégia. Os esqueletos atacaram imediatamente, avançando sobre mim com pressa. Mas esse não foi o pior problema. O verdadeiro problema estava no Gabriel.
O símbolo hipnótico cravado na testa do Carniçal brilhou com um brilho frio, e ele parou no lugar. Seus olhos ficaram vidrados. Ele tremia, mas não se movia. Ele estava preso.
Ele não conseguiu reagir quando os Esqueletos de Lodo foram para cima dele.
E eu não consegui ajudá-lo enquanto lutava sozinho contra os outros.
Os Esqueletos de Lodo são fracos individualmente, mas em número, se tornam um pesadelo. Cada um que eu derrubava se erguia segundos depois, o Lodo fluindo de volta para os ossos quebrados. E o Carniçal apenas observava, como se estivesse nos estudando. Como se soubesse que não podíamos vencê-lo.

Gabriel conseguiu se livrar do transe antes que fosse tarde demais. E foi ele quem nos tirou dali. Granadas de fumaça. O suficiente para cobrirmos nossa retirada e cortarmos a visão hipnótica do Carniçal. Enquanto isso, fomos eliminando os esqueletos um por um até termos espaço para fugir.

Não tentamos lutar contra ele. Não dessa vez.

O Carniçal Preto da Morte não age como uma aberração comum. Seu comportamento sugere que ele tem um plano, mas qual? Isso ainda não sabemos. A única coisa clara é que seu corpo não é estável. Com o tempo, sua forma se torna mais errática, como se o Lodo não conseguisse sustentá-lo dentro da Realidade.
Fugimos porque não tínhamos escolha. Mas voltaremos porque precisamos de respostas.

Que a Morte nunca me veja – e que a arrogância nunca me subestime.

Relato de Campo: Esqueleto de Lodo

Registro de Leônidas Lakota

Elemento Primário: Morte
Porte: Médio
Sentidos: Horrível.
Resistência: Apresenta resistência corporal à cortes, impactos e perfurações).
Fraqueza: Energia
Físico: Moderadamente ágil e forte; Basicamente resistente; Terrivelmente burro.
            Movimentação mais lenta que a humanoide.

Padrão de Ameaça: Seu padrão é simples mas tem um segredo, ataca principalmente com as garras mas em algum momento desconhecido, se transforma em uma poça de Lodo e se lança de forma espiral para frente em uma distância longa, degradando tudo no caminho.

Dedicatória:
Você pode quebrá-lo, esmagá-lo, partir seus ossos em pedaços—e nada disso vai adiantar.
O Esqueleto de Lodo não é uma criatura rápida, nem particularmente perigosa. Ele é lento, previsível, sem qualquer resquício de inteligência. Mas o problema não está na forma como se move. O problema está no fato de que ele não morre.
O que resta desse cadáver é um esqueleto seco e acinzentado, por onde escorre um Lodo negro e viscoso que pinga lentamente de suas costelas e articulações. Esse líquido grotesco parece ter vontade própria, se agarrando ao chão, paredes e qualquer coisa que tocar. O Esqueleto de Lodo não corre, não persegue—ele simplesmente caminha. Mas não importa quantas vezes seja derrubado, ele sempre volta a se erguer.

Demos de cara com um desses em um esgoto. O cheiro de umidade e podridão estava em toda parte, mas o mais estranho eram os rastros de Lodo. Como se a coisa tivesse andado em círculos por dias, talvez semanas. Quando o encontramos, ele sequer reagiu. Apenas seguiu seu caminho, como se nada mais importasse.
Gabriel cortou a coisa em dois sem cerimônia. O corpo desmoronou no chão em um estalo seco, e o crânio rolou até bater em uma pilha de escombros. O silêncio voltou, e por um momento, pensei que aquilo tinha sido um exagero para lidar com algo tão fraco.
Mas os ossos começaram a se mexer.
O Lodo se espalhou, escorrendo lentamente de volta para os restos da criatura. Primeiro as mãos, depois as pernas, por fim, o crânio tremeu antes de se recolocar no topo da pilha de ossos, montando-se de novo como um cadáver se levantando de um túmulo raso.
Se não tivéssemos estudado antes, talvez tivéssemos perdido tempo o destruindo uma, duas, dez vezes sem perceber que nada disso adiantaria. Mas já sabíamos a solução. O Lodo era a chave.

Gabriel jogou óleo, e eu atei fogo. As chamas consumiram a substância escura rapidamente, e dessa vez, os ossos caíram e ficaram onde estavam. Nenhuma reconstrução, nenhum movimento. Acabou.

O Esqueleto de Lodo não é uma ameaça real sozinho, mas é irritante. Se o Lodo não for queimado ou dissipado com Energia, ele sempre volta, como um problema que se recusa a desaparecer.
Talvez um dia eu encontre um lugar onde todos os restos mortos fiquem onde deveriam estar. Mas até lá, vou continuar queimando qualquer coisa que tente se erguer depois de cair.

Que a Morte nunca me siga – e que os ossos fiquem onde pertencem.

Relato de Campo: Zumbi de Sangue Bestial

Registro de Leônidas Lakota

Elemento Primário: Sangue
Porte: Grande
Sentidos: Cego (Percepção pelas correntes de ar, mas muito aguçado).
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, impactos e perfurações).
Fraqueza: Morte
Físico: Incrivelmente forte e resistente; Moderadamente ágil; Terrivelmente burro.
            Movimentação mais rápida que a humanoide. (Por pouco)

Padrão de Ameaça: Seu padrão é predatório, como se todo alvo fosse uma presa encurralada, sendo extremamente furtivo. Isso que é o perigoso, não o deixe se esconder, ele vai estudar onde machuca mais e atacará com suas garras ou sua mordida poderosa.

Dedicatória:
A versão comum dos Zumbis de Sangue já é um pesadelo por si só—cadáveres reanimados pelo Sangue, cegos, guiados apenas pela dor e pela fome. Mas às vezes, o Sangue não apenas reanima um corpo. Ele o transforma.
Os Zumbis de Sangue Bestiais são algo muito pior. Criados a partir de cadáveres que sofreram tortura extrema e dores indescritíveis antes da morte, ou de corpos de pessoas com alta exposição paranormal, essas criaturas não apenas existem—elas caçam. Seus corpos crescem descontroladamente, atingindo três vezes o tamanho original. As pernas se adaptam para uma locomoção quadrúpede, tornando-os rápidos e letais. Mas o pior é o crânio.
Ele não abre. Ele se parte.
A cabeça do cadáver original se divide ao meio, formando uma bocarra monstruosa, cheia de dentes projetados para triturar e decapitar. Uma única mordida pode separar um humano ao meio. E ao contrário dos Zumbis de Sangue comuns, que avançam sem pensar, os bestiais caçam com inteligência predatória. Eles se escondem. Eles emboscam. Eles esperam o momento certo para atacar.

Nossa missão nos levou até um matadouro abandonado dentro da cidade. O local já estava impregnado de Sangue. As paredes, o chão, os antigos equipamentos enferrujados—tudo carregava um cheiro pesado de ferrugem e podridão. Sabíamos que algo estava ali antes mesmo de cruzarmos as portas. Era uma daquelas presenças que não precisavam se manifestar para serem sentidas. Seguimos com cautela pelos corredores metálicos do matadouro, atentos ao menor sinal de movimento. O silêncio era denso, mas não vazio. Algo esperava.
O primeiro sinal foi um som abafado de carne úmida deslizando contra metal. Não um rugido, nem um grito. Apenas um arrastar de algo enorme se movendo onde não deveria haver nada. Ouvimos, mas não vimos. Ele estava perto. Antes que pudéssemos reagir, o teto desabou com o impacto de algo pesado. A estrutura metálica rangeu, e uma forma colossal caiu diante de nós. O chão tremeu quando a criatura se ergueu, seu corpo quadrúpede projetado para velocidade e brutalidade. O crânio rachado se abriu como um livro grotesco, revelando fileiras de dentes serrilhados. Ele não avançou imediatamente. Ele esperou.
Gabriel foi o primeiro a atacar. Sua katana acertou a lateral da criatura, mas não a derrubou. O Zumbi de Sangue Bestial não recuou. Ele contra-atacou sem hesitar, lançando-se contra mim. Seu corpo, muito maior do que deveria ser, se movia com uma agilidade antinatural. Disparei duas vezes, os projéteis ritualísticos explodindo contra sua carne exposta. O Sangue chiou, retraindo-se, mas não parou. Ele continuava avançando.
Eu não podia hesitar. Enquanto Gabriel segurava a criatura com ataques precisos, preparei um último disparo. A última bala, carregada, foi disparada diretamente dentro da bocarra aberta. O monstro hesitou por um instante, tempo suficiente para que Gabriel saltasse e desferisse um golpe final. A lâmina atravessou o pescoço da criatura, e seu corpo estremeceu, os membros tentando se firmar no chão antes de finalmente colapsar. O Sangue ainda tentava se reconstituir, mas o ritual de morte que havíamos preparado antes de entrar no matadouro estava funcionando. O processo foi interrompido. Não havia volta.

A criatura se dissolveu diante de nós, evaporando em um vapor rubro que impregnava o ambiente. Não houve um último grito, nem resistência. Apenas um fim inevitável para algo que jamais deveria ter existido.
Os Zumbis de Sangue Bestiais não são como os comuns. Eles não erram, não hesitam, e não se jogam para a morte sem um propósito. Eles planejam. Se escondem. Caçam. Se não forem eliminados rápido, podem se espalhar, criando novos horrores onde o Sangue os encontrar.
Dessa vez, vencemos. Mas a única coisa pior do que enfrentar um deles... é saber que eles não são únicos.
E se um existe, significa que outros também podem surgir.

Que o Sangue nunca me corrompa – e que os predadores jamais me enxerguem como presa.

Relato de Campo: Mulher Afogada

Registro de Leônidas Lakota

Elemento Primário: Sangue
Elemento Secundário: Energia e Medo
Porte: Grande
Sentidos: Sente como um animal, pela falta de olhos mas bem aguçado.
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, impactos, perfurações e Energia).
Fraqueza: Morte
Físico: Extremamente ágil; Incrivelmente forte e resistente; Moderadamente inteligente.
            Movimentação parecida com a humanoide, Na água, o quadruplo de velocidade talvez.

Padrão de Ameaça (Forma Completa): Seu padrão é simples, tomar extremo cuidado com as garras e a boca gigante, além de atirar um tiro de sangue comprimido com ela. Cuidado com civis mortos no local, ela utiliza de seus corpos mortos para restaurar seu próprio sangue.)

Padrão de Ameaça (Forma Sangue): Seu padrão é caótico, utiliza essa forma em momentos de desespero, ou antes de saber como fazer seu corpo inteiro ser revelado, nessa forma, ela tenta afogar o alvo no seu próprio corpo liquefeito, tentando penetrar cada vez mais fundo até chegar nos órgãos, ao ser retirada do alvo, ou por ele mesmo ou outro, vem trazendo o sangue da vítima consigo.)

Dedicatória:
Algumas histórias deveriam permanecer apenas histórias. Mas o Medo tem um jeito peculiar de transformar lendas em realidade.
A Mulher Afogada começou como um conto infantil, um aviso para que crianças não desperdiçassem água. No entanto, quando um famoso escritor de terror popularizou a lenda, os relatos começaram a surgir. Pequenos detalhes estranhos em casas assombradas. Água com coloração avermelhada. Vozes dentro dos encanamentos. E, então, os desaparecimentos começaram.
Essa entidade não apenas existe—ela se espalha.
Toda vez que a Mulher Afogada se manifesta, as fontes de água ao seu redor se tornam armadilhas. Torneiras, chuveiros, privadas, qualquer coisa conectada a um encanamento. Seu corpo se mistura ao fluxo da água, fluindo pelos tubos, esperando. Às vezes, se revela em gotas carmesim escorrendo pelo ralo. Outras, em um sussurro abafado vindo dos canos. Mas quando ataca, não há aviso. Apenas um turbilhão de sangue líquido puxando sua vítima para dentro, arrastando-a para os canos, onde o destino é sempre o mesmo: afogamento e consumo lento.
Nossa primeira tentativa de enfrentá-la foi um fracasso.

A casa parecia comum. O tipo de lar abandonado há anos, com cheiro de madeira úmida e ferrugem. Mas o que chamou nossa atenção foram as torneiras. Todas cobertas com trapos amarrados, como se alguém estivesse tentando selá-las. O chão ainda estava manchado de vermelho.
No banheiro, ouvimos o primeiro sinal de sua presença: o som de gotas caindo no ralo, mesmo sem água na tubulação.
E então ela atacou.
O ralo da pia se abriu em uma torrente de sangue. O líquido tomou forma, moldando braços alongados e pálidos que me agarraram, puxando-me para dentro. O metal se expandia como se a estrutura da casa fosse apenas um tecido fino para ela atravessar.
Eu lutou, tentando cravar uma faca na cerâmica, mas o Sangue a envolvia, absorvendo a lâmina como se não existisse. Disparei contra a criatura, mas os tiros não fizeram nada. Cada ferimento que ela recebia se fechava quase no mesmo instante. Não havia corpo físico para destruir—apenas sangue, fluindo sem resistência.
Nosso único plano era escapar. Com esforço, Gabriel conseguiu me libertar, rompendo temporariamente a conexão com a pia ao jogar um ritual de morte na estrutura. Mas sabíamos que era apenas uma solução temporária. Não havia como vencê-la.
Quando saímos daquela casa, a verdade era clara: não estávamos prontos.

Passaram-se meses antes que voltássemos. Estudamos. Analisamos padrões de manifestações de entidades com segredos. Encontramos registros antigos, aprendemos mais sobre o processo de invocação. Foi assim que descobrimos o conto.
A Mulher Afogada não podia ser derrotada enquanto tivesse uma rota de fuga. Ela precisava ser forçada a existir completamente.
Dessa vez, quando entramos na casa, vi que ela ainda estava lá. Os canos tremiam. O som da água era mais alto do que antes. Ela sabia que nós estávamos ali. Mas agora, nós sabíamos como acabar com isso.
Fechamos todas as saídas de água, bloqueamos os encanamentos, cortamos a casa de sua conexão com o fluxo. E então, abrimos todas as torneiras de uma vez. O encanamento rugiu. O Sangue foi forçado para fora, e ela emergiu. Pela primeira vez, a Mulher Afogada tinha um corpo físico.
E dessa vez, ela não podia fugir.
Minha arma agora carregava munição ritualística. Cada tiro rasgava sua carne líquida, impedindo que se regenerasse. Gabriel, com a lâmina impregnada com conhecimento, cortava cada extremidade que tentava se reconstituir. Ela gritou. Ela lutou. Mas ela não era mais invencível. Quando seu corpo finalmente desabou em uma poça sem vida, soubemos que a história havia acabado.

A Mulher Afogada não pode ser destruída enquanto ainda puder se esconder. Ela se move livremente pelos canos, se regenera de qualquer ferimento e retorna enquanto houver um fluxo de água para sustentá-la. Somente ao fechar todas as saídas e forçá-la a assumir sua forma completa é que pode ser combatida. Mas o que mais me preocupa é que o Medo nunca desaparece. Essa história já se espalhou. Outras casas ainda podem ouvi-la. Outras torneiras ainda podem manchar de vermelho.

Algumas histórias deveriam permanecer apenas histórias. Mas o Medo sempre encontra um jeito de torná-las reais.

Que o Sangue nunca me afogue – e que o Medo jamais me encontre.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Relato de Campo: Existido e Lembrado

Registro de Leônidas Lakota

(Registro diferenciado, 2 em 1. Dois registros em uma mesma Dedicatória)

EXISTIDO
Elemento Primário: Conhecimento
Porte: Médio (varia)
Sentidos: Sente como uma pessoa, afinal ainda é lá dentro.
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, cortes e impactos).
Fraqueza: Sangue
Físico: Extremamente são e calmo; Moderadamente resistente; Basicamente ágil e forte.
            Movimentação lenta mas quando ameaçado, movimento normal

Padrão de Ameaça: Ao ser ameaçado, vai brilhar mais forte e com pancadas desesperadas vai brilhando mais forte a cada soco, até que o brilho começa a afetar sua mente.

LEMBRADO
Elemento Primário: Conhecimento
Porte: Médio (varia)
Sentidos: Sente como uma pessoa mas de algum jeito mais aguçado.
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, cortes e impactos).
Fraqueza: Sangue
Físico: Extremamente inteligente; Moderadamente resistente, forte e ágil (bem mais que o outro).
            Movimentação parecida com a humanoide.

Padrão de Ameaça: Seu padrão é diferente, existe uma aura dourada saindo de seus orifícios que forma faces desesperadas no meio do ar, estar perto afeta sua decisões. Pode expandir sua aura e continua com o mesmo padrão de pancadas mais desesperadas e mais fortes.


Dedicatória:
Sabe, existe um ditado sussurrado no submundo ocultista. Em todas as línguas, todos os lugares e todos os tempos, uma ideia nunca pode ser esquecida quando se trata do Outro Lado:
"Saber tudo é perder tudo."
O que acontece quando alguém ultrapassa a barreira do Conhecimento? Quando vê o que não pode ser visto e entende o que não deveria ser compreendido? O resultado pode ser uma de duas coisas:

O primeiro é o Existido. Um ser que um dia foi humano, mas que agora é apenas uma casca vazia, desesperada para continuar sendo percebida. Aqueles que aprenderam demais e nunca puderam esquecer. Suas vozes são murmúrios incessantes de seus próprios nomes, tentando se manter dentro da Realidade. Seus corpos são cobertos por textos, frases que ao longo da história instigaram medo e loucura na humanidade. Quando ameaçados, esses escritos brilham em tons dourados, e o Existido se torna violento, atacando para garantir sua permanência.
Mas há aqueles que suportaram mais antes de serem consumidos. Aqueles que já haviam experimentado o paranormal antes de ultrapassar o limite. Pessoas como ocultistas, investigadores e agentes que enfrentaram o Outro Lado e sobreviveram—até não sobreviverem mais.

Eles se tornam Lembrados.

Diferente do Existido, o Lembrado não teme o esquecimento. Ele já perdeu tudo. Sua existência não é uma súplica para continuar presente, mas um desejo distorcido de ser eternizado. Ele quer ser memorizado. Seu nome não é um sussurro, mas um grito. Ele não se esconde—ele obriga o mundo a reconhecê-lo. E para isso, ele fará o que for preciso.
Foi isso que encontramos naquela noite.

Nossa missão era simples. Um ex-membro de um culto, desaparecido há anos, foi visto vagando por uma casa em ruínas. Os relatos eram estranhos—pessoas relatavam ouvir um nome repetido por uma voz desconhecida. Às vezes baixinho, às vezes gritado.
O lugar estava infestado de Existidos.
Eles estavam em todos os cantos. Alguns rastejavam pelo chão, outros ficavam de pé nos corredores, murmurando seus nomes sem parar. Eles não atacavam. Mas qualquer desvio de atenção e... desapareciam no meio da escuridão. Não porque fugiam, mas porque deixavam de existir.
Gabriel e eu sabíamos como lidar com eles. Mantivemos a atenção, nos movemos devagar. O problema era o que estava no andar de cima. O que não era um Existido. Dava pra saber.
A voz começou baixa, um nome pronunciado de forma dissonante. Não um sussurro desesperado, mas um convite.

Quando chegamos ao salão principal da casa, vimos a coisa no centro. O ex-membro do culto ainda tinha um corpo humano, mas sua pele parecia marcada por símbolos que brilhavam com luz fraca, como se sua própria existência estivesse presa entre duas realidades. Seu rosto estava inclinado para trás, a boca aberta em um sorriso forçado enquanto repetia o próprio nome.
O nome que ele queria que gravássemos.
Não demorou para que ele nos visse.
O Lembrado não queria apenas existir. Ele queria se tornar inesquecível.

E quando seus olhos nos encontraram, sua presença se cravou em nossas mentes. O som do nome se multiplicou, reverberando dentro de nós como uma verdade que não podíamos ignorar. Gabriel cambaleou para trás, sua katana tremendo em mãos. Eu senti algo semelhante—como se minha mente estivesse sendo marcada, escrita como um livro aberto para ele. Eu reagi antes que fosse tarde.
Disparei um ritual de embaralhar, quebrando a conexão antes que ela se aprofundasse. Gabriel recuperou o fôlego, os olhos cheios de confusão, mas limpos. O Lembrado gritou. Não de dor, mas de frustração. Ele queria que nunca o esquecêssemos.

Gabriel avançou. Com a força do ritual de aprimorar físico ainda fluindo nele, sua lâmina brilhou por um instante antes de atravessar o peito da criatura. O nome, agora cortado no ar, se dissipou como fumaça. O corpo caiu.
Os Existidos ao redor pararam de murmurar. A sala ficou em silêncio.
O Lembrado se foi. Mas seu nome ainda pulsava em nossas cabeças, uma memória gravada que talvez nunca sumisse por completo.
O Conhecimento nunca pode ser apagado. E às vezes, ele nos obriga a carregá-lo para sempre.

Descansem em paz, todos que tiramos o sofrimento naquele local frio e horrível.

Que o Conhecimento me guie – mas nunca me quebre.

Relato de Campo: SUCC

Registro de Leônidas Lakota

Elemento Primário: Morte
Elemento Secundário: Energia
Porte: Médio Alto
Sentidos: Sente como um animal, pela falta de olhos.
Resistência: Apresenta resistência corporal à impacto, cortes e perfurações).
Fraqueza: Energia
Físico: Extremamente ágil; Moderadamente forte; Basicamente resistente; Terrivelmente burro.
            Movimentação mais rápida que a humanoide. (Por pouco)

Padrão de Ameaça: Seu padrão é simples, utiliza seu pescoço longo para morder o alvo e juntamente com a mordida, vem a tentativa de se segurar na cabeça do alvo e sugar sua vida pelos pulmões. (É necessária uma reação muito rápida para não ficar inconsciente no processo)

Dedicatória:
Uma missão dentro de um apartamento abandonado em outra cidade, eu tinha me perdido do Gabriel, estava escuro e logo que eu comecei a escrever isso aqui, eu lembrei como é difícil esquecer o som. Alto, insistente, como um motor velho rodando sem descanso. Na época, pensei que fosse algum equipamento antigo ainda ligado no prédio abandonado, mas assim que pus os pés na sala, vi o sangue no chão. Marcas arrastadas, respingos ainda frescos. E então, o ar ao meu redor pareceu ficar mais pesado.
O Succ estava lá.

A criatura caminhava sobre patas finas e pontiagudas, sua pele enrugada e acinzentada parecia absorver a luz fraca ao seu redor. No lugar onde deveriam estar os pulmões, haviam dois buracos vazios, pulsando como se tentassem respirar algo que nunca viria. Mas o pior era sua cabeça—ou melhor, seu pescoço longo, retorcido e invertebrado, levando a uma boca circular repleta de fileiras de dentes voltados para dentro.

E foi então que vi o Gabriel.
Ele estava no chão, sendo puxado pelo pescoço pela aquela boca grotesca. Suas mãos seguravam as mandíbulas deformadas da criatura, tentando impedir que se fechassem completamente sobre sua cabeça. O ar ao redor dele tremia com a força da sucção. O Succ não apenas matava—ele selava sua vítima dentro de si, sugando-lhe o fôlego até que não restasse nada além do silêncio absoluto.
Saquei a arma e disparei. A bala acertou em cheio, mas a criatura sequer hesitou. Tiros normais não bastavam. Largando a arma, enfiei a mão no bolso e peguei cabos elétricos, pressionando-os contra minha arma seguinte antes de disparar novamente. Dessa vez, quando a bala atingiu sua carne disforme, o selo brilhou e uma onda de energia reverberou pelo corpo da criatura.
O impacto fez o Succ recuar por um instante—tempo suficiente para o Gabriel puxar sua katana e cravar a lâmina em sua lateral. O monstro se contorceu, seus membros pontiagudos arranhando o chão em espasmos descontrolados. O ritual ainda queimava dentro dele, impedindo-o de continuar sugando sua vítima para dentro.
Com mais um golpe preciso, Gabriel separou a cabeça da criatura de seu corpo. O pescoço enrugado estalou e, por um momento, o som cessou. O Succ desabou, sua boca ainda escancarada, mas sem vida.
Meu parceiro estava de joelhos, respirando fundo, recuperando o ar que quase lhe foi arrancado.

Essa coisa não persegue, não espreita. Ela agarra e não solta até que sua vítima não tenha mais fôlego para resistir. Criaturas como essa não precisam de ferocidade ou estratégia—apenas paciência. A Morte nunca precisa correr quando pode esperar.

Que a Morte me ignore – enquanto eu puder impedir que ela leve os meus.

Relato de Campo: Perturbado de Energia

Registro de Leônidas Lakota

Elemento Primário: Energia
Porte: Médio
Sentidos: Enxerga como um animal.
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, cortes e perfurações).
Fraqueza: Conhecimento
Físico: Extremamente ágil; Basicamente forte; Terrivelmente caótico e resistente.
            Movimentação padrão humanoide.

Padrão de Ameaça: A necessidade ensandecida de toque e provar que existe e que está realmente na realidade, faz com que ao invés de atacar, só toca. Podendo fazer o alvo reviver tempos traumáticos. Afeta a sanidade e deixa o mundo muito confuso.

Dedicatória:
"É difícil descrever a experiência de encontrar um Perturbado de Energia sem sentir um calafrio. Diferente de outras manifestações paranormais, essa entidade não se dá conta de que existe—ou melhor, não compreende sequer o que é. Seu nascimento ocorre quando uma alma é despedaçada por uma morte brusca e enlouquecedora, perdendo sua psique antes mesmo de perceber que está morta. O resultado é uma presença instável, uma consciência distorcida tentando se agarrar a qualquer resquício de realidade.
Ela não ataca por intenção, mas sua mera existência sufoca a sanidade. Em seu desespero, um Perturbado se funde com a mente de quem estiver por perto, projetando memórias traumáticas de forma tão real que a vítima pode perder completamente a noção do presente. O tempo se desfaz, e a mente se afoga no caos.

Minha única experiência com um deles foi em um hospital abandonado. O silêncio era pesado quando senti um arrepio, seguido de murmúrios incoerentes. No final do corredor, a escuridão dobrava sobre si mesma, formando algo indefinido. Antes que eu pudesse reagir, o hospital queimava outra vez. O cheiro de carne carbonizada me invadiu, gritos ecoavam de todas as direções. Eu não estava mais ali—estava no passado, revivendo a tragédia de Carajá do Sul.
Concentrei-me no presente, senti o frio real da noite, peguei uma faca que levo comigo e o pressionei contra minha pele. A dor me trouxe de volta. A entidade ainda estava ali, oscilando entre presenças impossíveis e me tocando bem no rosto. Gabriel a perfurou várias vezes com sua katana e sua existência entrou em crise. Sua forma tremeluzia, e então desapareceu no meio do ar com um grito angustiante. Mas mesmo ao sair daquele hospital, eu sabia... ainda tinham outros lá.
Perturbados de Energia não podem ser ignorados. Para escapar deles, é preciso romper sua conexão com o mundo. Mas cuidado: uma vez que um deles toca sua mente, algo sempre fica para trás. Falhas como essa na Realidade sempre tentam se corrigir... da pior forma possível.

Que a Energia flua – mas nunca se desfaça.

Relato de Campo: Zumbis de Sangue

 Registro de Leônidas Lakota

Elemento Primário: Sangue
Porte: Médio
Sentidos: Cego (Identificam pela corrente de ar, percepção básica.)
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, perfurações e impactos)
Fraqueza: Morte
Físico: Moderadamente ágil, forte e resistente; Basicamente atento; Terrivelmente burro.
            Movimentação padrão humanoide.

Padrão de Ameaça: Prefere optar por usar as garras do que abocanhar o alvo.

Dedicatória:
"Durante investigação recente, deparei-me com o fenômeno que chamam de "Zumbis de Sangue", entidades deformadas nascidas da corrupção extrema de cadáveres deixados em condições de sofrimento brutal. Esses horrores não são apenas carne reanimada; eles são um reflexo vivo do tormento que os originou.
O processo começa quando a entidade de Sangue encontra cadáveres abandonados. O corpo, outrora humano, se torna um veículo para o invasor. A transformação é... perturbadora. A pele se liquefaz, assumindo uma textura viscosa e vermelho rubi. Ossos desaparecem, substituídos por um amálgama de carne pulsante. Os olhos são destruídos, os dentes se alongam em fileiras pontiagudas, e unhas tornam-se garras afiadas como lâminas. O tempo dessa metamorfose é irregular, influenciado pela condição do corpo e pelo ambiente. Em alguns casos, já testemunhei criaturas incompletas – mais frágeis, mas não menos mortais.

Curiosamente, esses zumbis são cegos. Sua pele, porém, é tão hipersensível que eles detectam presenças pelas mínimas correntes de ar. Movimentos bruscos ou sons agudos os levam a atacar com a fúria de animais descontrolados. É como se a própria dor que sentem ao existir guiasse suas ações. Não há estratégia, nem traço de pensamento racional. Eles são pura violência, consumidos por um frenesi insaciável de carne.

Ao enfrentá-los, percebi que o elemento Sangue é dominante em sua composição. Isso os torna vulneráveis a habilidades que manipulam fluxo vital ou interrompem processos corruptores. No entanto, a força bruta não pode ser subestimada. Qualquer tentativa de combate exige precisão, planejamento e uma profunda compreensão da entidade que enfrentamos.
Zumbis de Sangue são um lembrete de que, neste trabalho, o limite entre o mundo humano e o sobrenatural é perigosamente tênue. Cada passo em falso é uma porta aberta para horrores que poucos conseguem imaginar. Mas o conhecimento, por mais terrível que seja, é nossa maior arma. E se eu sobrevivi para escrever isto, é porque escolhi usá-lo."

Que o Sangue nos guie – mas jamais nos consuma.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Pesquisa de Ameaças da Realidade

  Aprender sobre os elementos do Outro Lado foi uma jornada que mudou minha vida de maneiras que eu nunca imaginei. Minha mentora sempre dizia: “Os elementos são partes nossas que o Outro Lado amplifica e distorce.” Na época, achei que fosse apenas uma metáfora. Hoje, depois de tudo que vivi, sei que ela estava certa. Energia, Morte, Conhecimento e Sangue não são apenas forças estranhas; são reflexos profundos do que existe em nós, revelados de formas perturbadoras.

Energia foi o primeiro elemento que me mostrou sua presença, e também o que mais me incomoda. Há algo nela que parece pulsar dentro de mim, como se minha própria essência estivesse conectada a esse caos incessante. Quando estou perto de algo moldado por Energia, meu corpo reage – não de medo, mas de uma maneira visceral, como se fosse arrastado para aquele desequilíbrio. Isso me dá nojo. A ideia de que posso estar ligado a algo tão descontrolado, tão bruto e caótico, é difícil de aceitar. Energia é criação e destruição sem ordem, e isso é ao mesmo tempo fascinante e repulsivo. Eu tento afastar essa sensação, mas ela está sempre lá, no fundo, como uma corrente invisível que não consigo quebrar.

Morte, por outro lado, veio até mim de forma fria e inexorável. Em uma missão, testemunhei um lugar onde tudo estava lentamente sendo drenado de vida. Não era um ataque agressivo, mas uma presença inevitável, como o peso do tempo em sua forma mais pura. Minha mentora me disse: “A Morte não é o fim. É transformação.” E eu entendi que ela estava certa. Morte é parte do ciclo, e enfrentá-la não é uma questão de vencê-la, mas de respeitar seu lugar no equilíbrio das coisas.

Conhecimento sempre foi diferente para mim. Desde o início, senti que ele me chamava. É quase como se o Conhecimento tivesse sua própria voz, uma presença constante que me acompanha. Esse elemento parece falar comigo de um jeito que os outros não fazem, como um sussurro suave, mas insistente, sempre me convidando a ir mais fundo, a buscar respostas. Isso me fascina, mas também me aterroriza. Minha mentora me alertou inúmeras vezes: “Nem tudo foi feito para ser entendido. Conhecimento tem um preço, e você já está pagando por ele.” E ela estava certa. Em uma missão em uma biblioteca esquecida, cada página que eu lia parecia abrir uma porta para algo que não deveria ser descoberto. Ainda assim, eu não conseguia parar. Conhecimento é um abismo que me atrai, e eu sempre me pergunto se um dia terei coragem de recuar.

Sangue foi a lição mais visceral. Durante uma missão, enfrentei uma criatura pulsante, feita de carne viva e fluidos que pareciam ter vida própria. Foi aterrorizante, mas também um lembrete cru do que Sangue representa: a força vital que nos mantém vivos, mas também o lado mais primal e violento da existência. Minha mentora explicou: “Sangue é o instinto que nos lembra de onde viemos. É sobrevivência em sua forma mais bruta.” Enfrentar aquilo me fez ver o quanto somos frágeis – e o quanto somos capazes de lutar quando tudo está em jogo.

E então, há o Medo. Minha mentora sempre dizia que o Medo é mais do que uma emoção; é uma força invisível que conecta tudo isso. O Medo distorce a percepção, alimenta as Ameaças da Realidade e enfraquece a mente. Mas ela também dizia: “O Medo te mostra quem você realmente é.” E essa é a maior verdade que aprendi. Enfrentar o Medo não é apenas uma batalha contra o Outro Lado, mas contra o que carregamos dentro de nós mesmos.

Carajá do Sul (Início)

 Naquela época eu não entendia direito o que me tornava tão... diferente. Talvez fosse minha fixação. Talvez fosse o fato de que, enquanto...