Registro de Leônidas Lakota
Elemento: EnergiaPorte: Médio.
Sentidos: Altamente perceptivo, detecta mudanças no ambiente e padrões mentais.
Resistência: Alta contra Energia—dificilmente é manipulado ou enganado.
Fraqueza: Conhecimento.
Físico: Possui alta mobilidade, sendo capaz de se teleportar curtas distâncias e evitar detecção. Sua estrutura magra e flexível permite movimentos ágeis, enquanto sua inteligência é extremamente avançada, sendo capaz de prever reações e manipular alvos. Sua resistência física é baixa, mas sua invisibilidade natural compensa essa fraqueza.
Padrão de Ameaça: Camuflado e meticuloso, não ataca imediatamente, preferindo estudar suas vítimas e testar suas reações. Usa sua invisibilidade para se aproximar sem ser detectado e manipula o ambiente a seu favor. Alimenta chamas e pode causar explosões em substâncias inflamáveis, tornando qualquer tentativa de combate direto extremamente perigosa. Raramente luta por instinto—ele apenas ataca quando decide que aprendeu o suficiente.
Dedicatória:
As marcas não eram naturais.
De longe, pareciam apenas queimaduras no solo, faixas de grama seca entre os muros de concreto do da estação abandonada. Mas quando nos aproximamos, notamos o cheiro.
Não era apenas um cheiro de queimado comum. Era enxofre misturado a algo químico, um odor sintético que me lembrou do cheiro de aparelhos eletrônicos queimando. Gabriel também sentiu. Ele não falou nada, apenas me lançou um olhar.
Estávamos sendo observados.
Mas não conseguíamos ver quem nos observava.
O Chamado e as Primeiras Descobertas
Fomos chamados até a estação por um antigo contato nosso, um segurança que fazia rondas noturnas em um prédio industrial abandonado. Ele mencionou que estranhos eventos começaram a acontecer, mas os relatos eram vagos. Luzes piscando, equipamentos quebrando sozinhos e, em uma das noites, ele disse que viu um vulto, mas não conseguiu enxergar o que era.
Achamos que poderia ser uma manifestação tradicional de Energia. Alguma entidade residual presa ao ambiente. Mas conforme caminhávamos pelo complexo, percebemos os sinais.
Havia algo ali.
As paredes estavam cobertas de impressões digitais alongadas, como se alguém tivesse pressionado as mãos contra o concreto repetidas vezes. Mas os padrões eram errados. As marcas tinham mais do que cinco dedos.
As plantas próximas ao prédio estavam todas queimadas, ressecadas, como se algo tivesse drenado toda a umidade do solo. Mas não havia marcas de incêndio, nem qualquer evidência de fogo convencional.
E o cheiro.
O cheiro estava por toda parte.
O Primeiro Contato
O prédio de estação era um labirinto de corredores sujos e salas abandonadas. O silêncio ali dentro era estranho—nenhum som externo parecia entrar no ambiente, como se o próprio local estivesse isolado do mundo.
Foi então que as luzes começaram a piscar.
Não havia energia no prédio, os fios estavam cortados há anos. Mas os sensores de movimento nos refletores externos se ativaram sozinhos, lançando flashes de luz em momentos aleatórios. O corredor à nossa frente se iluminava e mergulhava na escuridão em intervalos desconexos.
E então, ouvimos o primeiro som.
Uma respiração profunda, mecânica, como se alguém estivesse inalando por um tubo longo. E naquele momento, percebi.
Não era que não conseguíamos ver a criatura.
Ela estava ali o tempo todo. Apenas invisível.
E então, o som sumiu.
E no segundo seguinte, o ambiente inteiro explodiu em caos.
O Ataque do Fummu
As portas ao nosso redor bateram com violência, o chão tremeu levemente, e algo se moveu rápido demais na escuridão. Não podíamos vê-lo, mas sabíamos que estava próximo.
Gabriel sacou a lâmina, mantendo a postura defensiva. Eu já tinha minhas armas prontas, mas sem um alvo não havia nada que pudéssemos fazer.
Foi então que o cheiro se intensificou.
E, de repente, o corredor ficou quente. Algo havia incendiado o oxigênio ao nosso redor.
Fogo e fumaça.
Era isso que precisávamos. Se a coisa estava camuflada, talvez conseguíssemos revelar sua forma usando gás ou fumaça para delineá-la. Gabriel entendeu meu raciocínio imediatamente, e puxou uma das granadas de fumaça que carregava.
Ele ativou e jogou no chão.
E foi naquele instante que o vimos pela primeira vez.
O corpo do Fummu se revelou no meio da névoa—um humanoide alto e magro, pele cinza, curvado, olhos verdes brilhantes, e uma mangueira grotesca conectando sua boca ao peito. O gás esverdeado escapava de aberturas ao redor de seu corpo.
E então, ele olhou para nós. Parecia SORRIR? Não, ele não tem boca, mas seria o que ele faria se pudesse.
A Retirada Forçada
A fumaça nos deu apenas uma fração de segundo para reagir.
Antes que pudéssemos atacar, o ambiente explodiu. O Fummu alimentou as chamas do gás, e o que antes era uma cortina de fumaça virou um clarão ardente, lançando ondas de calor que quase nos consumiram.
Tudo o que conseguimos fazer foi fugir dali o mais rápido possível. Ele não nos perseguiu.
Não precisou.
Ele já sabia que havia vencido aquele encontro.
O Primeiro Alheio Camuflado
Depois daquela noite, ficamos dias analisando o que aconteceu. O Fummu não era apenas um predador—ele era um estudioso, um observador. Ele nos permitiu vê-lo por um instante, mas não foi um erro.
Ele quis que víssemos.
Como se estivesse testando nossa reação. Mas se ele nos deixou viver, significa que encontrou algo mais interessante para estudar.
E isso significa que ele ainda está à espreita, observando.
[CONTINUAR PESQUISA E MATAR ALHEIO]
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