Registro de Leônidas Lakota
(Registro diferenciado, 2 em 1. Dois registros em uma mesma Dedicatória)
EXISTIDO
Elemento Primário: Conhecimento
Porte: Médio (varia)
Sentidos: Sente como uma pessoa, afinal ainda é lá dentro.
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, cortes e impactos).
Fraqueza: Sangue
Físico: Extremamente são e calmo; Moderadamente resistente; Basicamente ágil e forte.
Movimentação lenta mas quando ameaçado, movimento normal
Padrão de Ameaça: Ao ser ameaçado, vai brilhar mais forte e com pancadas desesperadas vai brilhando mais forte a cada soco, até que o brilho começa a afetar sua mente.
LEMBRADO
Elemento Primário: Conhecimento
Porte: Médio (varia)
Sentidos: Sente como uma pessoa mas de algum jeito mais aguçado.
Resistência: Apresenta resistência corporal à balas, cortes e impactos).
Fraqueza: Sangue
Físico: Extremamente inteligente; Moderadamente resistente, forte e ágil (bem mais que o outro).
Movimentação parecida com a humanoide.
Padrão de Ameaça: Seu padrão é diferente, existe uma aura dourada saindo de seus orifícios que forma faces desesperadas no meio do ar, estar perto afeta sua decisões. Pode expandir sua aura e continua com o mesmo padrão de pancadas mais desesperadas e mais fortes.
Dedicatória:
Sabe, existe um ditado sussurrado no submundo ocultista. Em todas as línguas, todos os lugares e todos os tempos, uma ideia nunca pode ser esquecida quando se trata do Outro Lado:
"Saber tudo é perder tudo."
O que acontece quando alguém ultrapassa a barreira do Conhecimento? Quando vê o que não pode ser visto e entende o que não deveria ser compreendido? O resultado pode ser uma de duas coisas:
O primeiro é o Existido. Um ser que um dia foi humano, mas que agora é apenas uma casca vazia, desesperada para continuar sendo percebida. Aqueles que aprenderam demais e nunca puderam esquecer. Suas vozes são murmúrios incessantes de seus próprios nomes, tentando se manter dentro da Realidade. Seus corpos são cobertos por textos, frases que ao longo da história instigaram medo e loucura na humanidade. Quando ameaçados, esses escritos brilham em tons dourados, e o Existido se torna violento, atacando para garantir sua permanência.
O primeiro é o Existido. Um ser que um dia foi humano, mas que agora é apenas uma casca vazia, desesperada para continuar sendo percebida. Aqueles que aprenderam demais e nunca puderam esquecer. Suas vozes são murmúrios incessantes de seus próprios nomes, tentando se manter dentro da Realidade. Seus corpos são cobertos por textos, frases que ao longo da história instigaram medo e loucura na humanidade. Quando ameaçados, esses escritos brilham em tons dourados, e o Existido se torna violento, atacando para garantir sua permanência.
Mas há aqueles que suportaram mais antes de serem consumidos. Aqueles que já haviam experimentado o paranormal antes de ultrapassar o limite. Pessoas como ocultistas, investigadores e agentes que enfrentaram o Outro Lado e sobreviveram—até não sobreviverem mais.
Eles se tornam Lembrados.
Diferente do Existido, o Lembrado não teme o esquecimento. Ele já perdeu tudo. Sua existência não é uma súplica para continuar presente, mas um desejo distorcido de ser eternizado. Ele quer ser memorizado. Seu nome não é um sussurro, mas um grito. Ele não se esconde—ele obriga o mundo a reconhecê-lo. E para isso, ele fará o que for preciso.
Foi isso que encontramos naquela noite.
Nossa missão era simples. Um ex-membro de um culto, desaparecido há anos, foi visto vagando por uma casa em ruínas. Os relatos eram estranhos—pessoas relatavam ouvir um nome repetido por uma voz desconhecida. Às vezes baixinho, às vezes gritado.
O lugar estava infestado de Existidos.
Eles estavam em todos os cantos. Alguns rastejavam pelo chão, outros ficavam de pé nos corredores, murmurando seus nomes sem parar. Eles não atacavam. Mas qualquer desvio de atenção e... desapareciam no meio da escuridão. Não porque fugiam, mas porque deixavam de existir.
Gabriel e eu sabíamos como lidar com eles. Mantivemos a atenção, nos movemos devagar. O problema era o que estava no andar de cima. O que não era um Existido. Dava pra saber.
A voz começou baixa, um nome pronunciado de forma dissonante. Não um sussurro desesperado, mas um convite.
Quando chegamos ao salão principal da casa, vimos a coisa no centro. O ex-membro do culto ainda tinha um corpo humano, mas sua pele parecia marcada por símbolos que brilhavam com luz fraca, como se sua própria existência estivesse presa entre duas realidades. Seu rosto estava inclinado para trás, a boca aberta em um sorriso forçado enquanto repetia o próprio nome.
O nome que ele queria que gravássemos.
Não demorou para que ele nos visse.
O Lembrado não queria apenas existir. Ele queria se tornar inesquecível.
E quando seus olhos nos encontraram, sua presença se cravou em nossas mentes. O som do nome se multiplicou, reverberando dentro de nós como uma verdade que não podíamos ignorar. Gabriel cambaleou para trás, sua katana tremendo em mãos. Eu senti algo semelhante—como se minha mente estivesse sendo marcada, escrita como um livro aberto para ele. Eu reagi antes que fosse tarde.
Disparei um ritual de embaralhar, quebrando a conexão antes que ela se aprofundasse. Gabriel recuperou o fôlego, os olhos cheios de confusão, mas limpos. O Lembrado gritou. Não de dor, mas de frustração. Ele queria que nunca o esquecêssemos.
Gabriel avançou. Com a força do ritual de aprimorar físico ainda fluindo nele, sua lâmina brilhou por um instante antes de atravessar o peito da criatura. O nome, agora cortado no ar, se dissipou como fumaça. O corpo caiu.
Os Existidos ao redor pararam de murmurar. A sala ficou em silêncio.
O Lembrado se foi. Mas seu nome ainda pulsava em nossas cabeças, uma memória gravada que talvez nunca sumisse por completo.
O Conhecimento nunca pode ser apagado. E às vezes, ele nos obriga a carregá-lo para sempre.
Descansem em paz, todos que tiramos o sofrimento naquele local frio e horrível.
Que o Conhecimento me guie – mas nunca me quebre.
Nenhum comentário:
Postar um comentário