Registro de Leônidas Lakota
Elemento Primário: Morte
Elemento Secundário: Energia
Porte: Médio Alto
Sentidos: Sente como um animal, pela falta de olhos.
Resistência: Apresenta resistência corporal à impacto, cortes e perfurações).
Fraqueza: Energia
Físico: Extremamente ágil; Moderadamente forte; Basicamente resistente; Terrivelmente burro.
Movimentação mais rápida que a humanoide. (Por pouco)
Padrão de Ameaça: Seu padrão é simples, utiliza seu pescoço longo para morder o alvo e juntamente com a mordida, vem a tentativa de se segurar na cabeça do alvo e sugar sua vida pelos pulmões. (É necessária uma reação muito rápida para não ficar inconsciente no processo)
Dedicatória:
Uma missão dentro de um apartamento abandonado em outra cidade, eu tinha me perdido do Gabriel, estava escuro e logo que eu comecei a escrever isso aqui, eu lembrei como é difícil esquecer o som. Alto, insistente, como um motor velho rodando sem descanso. Na época, pensei que fosse algum equipamento antigo ainda ligado no prédio abandonado, mas assim que pus os pés na sala, vi o sangue no chão. Marcas arrastadas, respingos ainda frescos. E então, o ar ao meu redor pareceu ficar mais pesado.
O Succ estava lá.
A criatura caminhava sobre patas finas e pontiagudas, sua pele enrugada e acinzentada parecia absorver a luz fraca ao seu redor. No lugar onde deveriam estar os pulmões, haviam dois buracos vazios, pulsando como se tentassem respirar algo que nunca viria. Mas o pior era sua cabeça—ou melhor, seu pescoço longo, retorcido e invertebrado, levando a uma boca circular repleta de fileiras de dentes voltados para dentro.
E foi então que vi o Gabriel.
Ele estava no chão, sendo puxado pelo pescoço pela aquela boca grotesca. Suas mãos seguravam as mandíbulas deformadas da criatura, tentando impedir que se fechassem completamente sobre sua cabeça. O ar ao redor dele tremia com a força da sucção. O Succ não apenas matava—ele selava sua vítima dentro de si, sugando-lhe o fôlego até que não restasse nada além do silêncio absoluto.
Saquei a arma e disparei. A bala acertou em cheio, mas a criatura sequer hesitou. Tiros normais não bastavam. Largando a arma, enfiei a mão no bolso e peguei cabos elétricos, pressionando-os contra minha arma seguinte antes de disparar novamente. Dessa vez, quando a bala atingiu sua carne disforme, o selo brilhou e uma onda de energia reverberou pelo corpo da criatura.
O impacto fez o Succ recuar por um instante—tempo suficiente para o Gabriel puxar sua katana e cravar a lâmina em sua lateral. O monstro se contorceu, seus membros pontiagudos arranhando o chão em espasmos descontrolados. O ritual ainda queimava dentro dele, impedindo-o de continuar sugando sua vítima para dentro.
Com mais um golpe preciso, Gabriel separou a cabeça da criatura de seu corpo. O pescoço enrugado estalou e, por um momento, o som cessou. O Succ desabou, sua boca ainda escancarada, mas sem vida.
Meu parceiro estava de joelhos, respirando fundo, recuperando o ar que quase lhe foi arrancado.
Essa coisa não persegue, não espreita. Ela agarra e não solta até que sua vítima não tenha mais fôlego para resistir. Criaturas como essa não precisam de ferocidade ou estratégia—apenas paciência. A Morte nunca precisa correr quando pode esperar.
Que a Morte me ignore – enquanto eu puder impedir que ela leve os meus.
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