Registro de Leônidas Lakota
Elemento Primário: Morte
Elemento Secundário: Conhecimento
Porte: Médio
Sentidos: Muito Aguçados.
Resistência: Apresenta resistência corporal à cortes, impactos e perfurações. Balas não afetam.
Fraqueza: Energia
Físico: Extremamente ágil e forte; Incrivelmente inteligente e resistente.
Movimentação mais rápida que a humanoide.
Padrão de Ameaça: Seu padrão é complexo e estratégico, quase como se estivesse brincando com os alvos. Ele hipnotiza os alvos e faz eles fazerem tudo que os ordena. Drenando sua capacidade mental. E além de suas pancadas extremamente fortes, consegue reanimar os corpos mortos ao redor. Extremo cuidado, não tenho informação o suficiente.
Dedicatória:
Há criaturas que se movem por instinto. Outras, por fome. E então existem aquelas que se comportam como se tivessem um propósito—mas que ninguém entende. O Carniçal Preto da Morte se encaixa nessa última categoria.
Essa coisa não é apenas um cadáver reanimado. Ela é um erro, um experimento fracassado de trazer consciência à entidade da Morte dentro da Realidade. Seu corpo é formado por Lodo negro entrelaçado a um crânio humano deteriorado, replicando de forma imprecisa a anatomia muscular humana. Mas não é sua aparência o que incomoda. É a maneira como ele se move.
Não é como um monstro irracional. Ele caminha com propósito. Não corre, não hesita. Seus passos são calculados, e sua presença emana uma arrogância quase palpável, como se qualquer um que se colocasse diante dele fosse indigno de sua atenção. Seu nível de consciência é desconhecido, mas seu comportamento dá a entender que ele pensa. Que ele decide.
Nós o encontramos recentemente no ano de 2019, durante uma investigação na vila abandonada de uma ilha esquecida.
A vila ficava no noroeste da ilha, perto da floresta e longe da costa. Desde os eventos da Operação Prato em 1978, ninguém ousava se aproximar. Os poucos agentes que tentaram sempre voltavam apenas com relatos de fenômenos paranormais de baixa intensidade. Mas não sabíamos que havia algo maior. Fomos inocentemente, fazendo uma missão simples...
Assim que pisamos na vila, sentimos. Aquele pressentimento horrível.
Os corpos estavam espalhados entre as casas, secos, consumidos pelo tempo e pelo que quer que estivesse à espreita. A maior parte deles já estava decomposta, mas as marcas no solo indicavam que algumas dessas carcaças haviam sido mexidas recentemente. E então, vimos o que estava por trás disso.
Sobre um dos cadáveres, ele estava lá.
O Carniçal Preto da Morte estava agachado, imóvel, como se esperasse nossa chegada. Alto, esguio, mas com músculos tensionados como se seu corpo tivesse sido esculpido para violência. Um crânio parcialmente apodrecido repousava em sua cabeça, enquanto todo o resto de seu corpo era coberto por um Lodo negro viscoso, denso e pulsante.
Ele ergueu a cabeça lentamente, e naquele instante, os cadáveres ao nosso redor se mexeram.
O Carniçal não avançou. Ele nem precisou.
EU LEMBRO ATÉ HOJE...
Os mortos se levantaram, mas não como zumbis irracionais. Eram Esqueletos de Lodo. Muitos. Quatro vezes mais do que havia ali antes. O exército dele.
Não houve tempo para estratégia. Os esqueletos atacaram imediatamente, avançando sobre mim com pressa. Mas esse não foi o pior problema. O verdadeiro problema estava no Gabriel.
O símbolo hipnótico cravado na testa do Carniçal brilhou com um brilho frio, e ele parou no lugar. Seus olhos ficaram vidrados. Ele tremia, mas não se movia. Ele estava preso.
Ele não conseguiu reagir quando os Esqueletos de Lodo foram para cima dele.
E eu não consegui ajudá-lo enquanto lutava sozinho contra os outros.
Os Esqueletos de Lodo são fracos individualmente, mas em número, se tornam um pesadelo. Cada um que eu derrubava se erguia segundos depois, o Lodo fluindo de volta para os ossos quebrados. E o Carniçal apenas observava, como se estivesse nos estudando. Como se soubesse que não podíamos vencê-lo.
Gabriel conseguiu se livrar do transe antes que fosse tarde demais. E foi ele quem nos tirou dali. Granadas de fumaça. O suficiente para cobrirmos nossa retirada e cortarmos a visão hipnótica do Carniçal. Enquanto isso, fomos eliminando os esqueletos um por um até termos espaço para fugir.
Não tentamos lutar contra ele. Não dessa vez.
O Carniçal Preto da Morte não age como uma aberração comum. Seu comportamento sugere que ele tem um plano, mas qual? Isso ainda não sabemos. A única coisa clara é que seu corpo não é estável. Com o tempo, sua forma se torna mais errática, como se o Lodo não conseguisse sustentá-lo dentro da Realidade.
Fugimos porque não tínhamos escolha. Mas voltaremos porque precisamos de respostas.
Que a Morte nunca me veja – e que a arrogância nunca me subestime.
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