Registro de Leônidas Lakota
Elemento Primário: Sangue
Porte: Grande
Sentidos: Horríveis, mas alta reação.
Resistência: Apresenta resistência corporal à cortes, balas e perfurações.
Fraqueza: Sangue, calor e frio.
Físico: Incrivelmente forte e ágil; Moderadamente resistente; Basicamente inteligente.
Movimentação superior que a humanoide ao escalar paredes e tetos.
Movimento de voo, equiparado a movimentação humana.
Padrão de Ameaça: Seu padrão é nojento, além dos vários "olhos" e visão de inseto, seus fluidos corporais são corrosivos e impossíveis de sentir o cheiro e não passar mal. Ataca com um padrão de garras longas e afiadas e cuspir veneno. Tem uma camuflagem natural ou seja, sempre fique esperto, vai utilizar seus braços longos pra agarrar e vomitar em você. Caso lhe agarre, vai lhe perfurar com o ferrão fino e incubar ovos em você. E estranhamente lhe infectar com uma doença que vai lhe deixar lerdo, vendo alucinações, confuso, fraco e descoordenado.
Dedicatória:
Algumas coisas simplesmente não deveriam acontecer.
A Mescla não foi um acidente. Ela foi uma escolha—uma consequência de alguém que acreditava que a natureza escondia um segredo que a humanidade ainda não compreendia. Alguém que se entregou completamente à ideia de que insetos e parasitas tinham a chave para a verdadeira evolução.
O problema é que o Sangue ouviu. E atendeu ao chamado.
A Mescla é o fim inevitável dessa busca insana. Um corpo que não pertence mais ao humano que um dia existiu, mas sim à colônia de parasitas que o consome de dentro para fora.
E nós a encontramos.
A missão nos levou a um complexo abandonado onde algo estava crescendo e pior, onde civis desabrigados, mantinham suas vidas.
As primeiras pistas foram os corpos
Um dos civis estava completamente deformado, a carne transbordando de feridas pulsantes que se moviam como se algo rastejasse dentro delas. Seu rosto não era mais um rosto—era um ninho, um buraco de onde larvas gigantescas escorriam para o chão.
O segundo ainda estava consciente.
Ele segurava o próprio abdômen, a respiração errática, o olhar vidrado no nada. O suor escorria pela testa, e sua pele já começava a se tornar acinzentada e manchada por veias negras. Mas o pior eram os ovos. Dava para ver as pequenas massas escuras sob a pele de seu pescoço e braços, se mexendo.
A Doença da Mescla. Estava avançada demais. Não podíamos salvá-lo.
E então, ela apareceu.
O cheiro foi a primeira coisa que sentimos.
Era uma podridão viva, o fedor da carne que não sabe se está apodrecendo ou crescendo. Gabriel e eu cobrimos o rosto, mas não fez diferença. O cheiro penetrava tudo.
Ela emergiu rastejando pelas paredes, um pesadelo retorcido de carne e carapaça, seus braços alongados e finos se movendo como patas de um inseto gigante. A pele era uma fusão de músculo exposto e quitina dura, e os buracos onde deveriam estar seus olhos eram habitados por larvas, criaturas asquerosas que escorriam de dentro de seu crânio como se sua cabeça fosse um casulo em decomposição.
Mas não foi só isso.
Ela vomitou um jato de fluido esverdeado e borbulhante atingiu um dos civis antes que pudéssemos reagir.
O ácido destruiu a carne em segundos. Os gritos duraram pouco. O corpo do homem derreteu até os ossos, e onde ele caiu, só restou um buraco queimado no concreto.
Gabriel não esperou. Avançou.
A Mescla se moveu rápido, descendo a parede em um movimento fluído, impossível, como uma centopeia escalando um tronco. Antes que eu pudesse reagir, agarrou outro civil.
As garras se cravaram na carne. Os parasitas dentro dela se agitaram. E então, ela colocou os ovos.
A vítima gritou, contorcendo-se no chão. As veias começaram a escurecer quase de imediato.
Ele não duraria muito tempo.
Atiramos, cortamos, tentamos tudo.
Mas a criatura parecia resistir a tudo. Cada ferida aberta expelia um enxame de insetos minúsculos, cada um carregando pedaços do que ela era, reconstruindo sua forma.
Foi aí que entendi.
Eu peguei um galão de combustível e arremessei aos pés dela, Gabriel usou minha arma para dar o tiro, alimentando o próprio parasita contra ele mesmo. O corpo da Mescla entrou em colapso. As feridas queimaram de dentro para fora, e os insetos tentaram fugir.
Mas Gabriel não deixou. Com um corte preciso, separou a cabeça da criatura do corpo.
Dessa vez, ela não regenerou.
Mas o horror não acabou ali.
O civil que ela havia infectado começou a se contorcer. Sua pele esticou, rasgando em pontos diferentes. Algo dentro dele se mexeu.
E então, ele parou.
Silêncio.
Até que um novo braço rasgou sua pele.
Outra Mescla eclodiu de dentro dele.
Mas nós já sabíamos o que fazer.
A Mescla não é uma criatura. Ela é uma praga.
Ela não precisa de apenas um corpo. Precisa de muitos.
Ela não precisa atacar para matar. Ela apenas precisa de tempo.
E o Sangue sempre arranja um jeito de sobreviver.
Que o Sangue nunca me escolha – e que minha carne permaneça minha.
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